Era a inauguração de algo semelhante a uma mercearia, uma espécie de mercado do bairro, porém com muitas repartições de mercadorias.
Meu pai era o dono, porém era mal organizado e como ainda não havia contratado todos os funcionários, eu recolhia currículos para "possíveis novos funcionários".
Estava sentado em um local privilegiado, onde podia ver todas as seções do mercado, e com uma visão superior de todas as pessoas que estavam ali.
Eis que uma senhora chegou-se a mim. Desci para atendê-la. Ela estava a procura de um CD, um tanto dançante, o que me espantou pela sua idade avançada. Tentei ajudá-la indicando a repartição, meu pai ou outra pessoa de superioridade no mercado se aproximou e ajudou a senhora, e logo após recebeu da doce senhora um papel, uma folha, o provável curriculum da senhora, que logo foi aceita e indicada para a parte das verduras, pois "ela deve conhecer bastante, além de ser muito simpática com os clientes".
O dia de trabalho acabou, a senhora saiu com uma outra senhora, aparentemente da mesma idade. As duas pareciam aquelas típicas avós falando sobre problemas familiares. Eu podia vê-las caminhando entre aquelas árvores e escuridão da praça principal da cidade. Podia vê-las como se estivesse detrás de uma câmera, colocada no alto de uma árvore. Elas começaram a rir, como se estivessem bêbadas. Gargalhavam, tropeçavam e continuavam abraçadas rindo. De repente elas olhavam pra mim de cima da árvore, rindo maliciosamente.
A senhora com o cabelo longo estendeu os braços e a senhora com o cabelo de coque deitou-se sobre eles. E as duas rindo continuavam me olhando.
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
Pesadelo
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